COLUNISTAS
 »
   
CONEXO CHINA
Rodrigo Luis reside em Shenzhen desde 2005. O empresrio fluente em mandarim e detalha nesta coluna tudo o que envolve a vida de um brasileiro na China.
 
 
1  2  3  4  5 
postado em 17/05/2017 17h09
Pagamentos realizados atravs de telefone celular so preferncia na China
leia mais
winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 10/05/2017 21h12
Bicicletas compartilhadas inundam cidades chinesas e inspiram novos servios
leia mais
winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 04/05/2017 19h05
Os conselhos do presidente chins para a juventude e o foco na educao
leia mais
winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 26/04/2017 19h29
China o pas que mais investiu no Brasil nesse ano
(Foto: Reprodução)

Os investimentos chineses no Brasil nunca foram tão grandes e a cada dia vemos mais notícias como as citadas na minha coluna no dia 4 de abril. Clique aqui para ler!

Nessa semana, a empresa de consultoria Dealogic divulgou que a China é o país que mais investiu no Brasil nesse ano. Nos primeiros quatro meses e meio de 2017, os investimentos chineses atingiram US$ 5,67 bilhões, o que representa 37,5% do investimento total no país. Em menos de cinco meses o valor já é aproximadamente metade dos US$ 11,92 bilhões que a China gastou no Brasil em todo o ano de 2016.

A crise no Brasil parece ter virado uma oportunidade para os chineses investirem no país. Eles estão de olho principalmente nos setores de energia, transportes e agronegócio.

De acordo com as consultorias AT Kearney e Dealogic, desde 2015 até o momento 21 empresas brasileiras foram compradas por chineses. Dentre os vários investimentos chineses recentes, podemos destacar:

- State Grid - Comprou 54% dos ativos da CPFL

- China Three Gorges - Adquiriu hidrelétricas que pertenciam à Cesp e comprou ativos da Duke Energy

- China Communications Construction Company (CCCC) - Comprou a construtora Concremat

- Pengxin - Adquiriu participação nas empresas agrícolas Fiagril e Belagrícola

O aumento nos investimentos chineses acompanha um momento em que a balança comercial do Brasil com a China é positiva graças à alta nas exportações de petróleo e minério de ferro. No primeiro quarto de 2017, a balança positiva do Brasil fechou em US$ 5,5 bilhões, contra R$ 1 bilhão no mesmo período em 2016.

Vejo que os chineses estão cada vez mais de olho no mercado brasileiro e prontos para aproveitar o bom momento para arriscar em negócios com o país e expandir suas marcas, capital e tecnologias por lá. Vários grandes negócios deverão ocorrer nos próximos meses e 2017 tem tudo para ser um ano em que a relação entre Brasil e China atingirá novos níveis e aproximará ainda mais os dois países. Nesse momento de crises e escândalos, esse cenário de investimentos pode ser um empurrão para que o Brasil volte a andar nos trilhos.
winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 18/04/2017 16h33
Gigante chinesa DJI tem planos para expandir seu mercado de drones no Brasil
Drone Phatom 4 da chinesa DJI Innovations (Foto: Divulgação)

A fabricante de drones chinesa DJI Innovations, líder mundial no segmento com 70% do mercado, anunciou que pretende expandir seus negócios na América Latina.

A empresa situada em Shenzhen, no sul da China, muito conhecida pela linha de drones "Phantom", tem nos Estados Unidos e Ásia a sua maior parcela de vendas, em grande parte lideradas pelo segmento recreativo. Já na América Latina, a empresa aposta no segmento corporativo que já representa 97% das vendas de drones na região de acordo com o diretor regional da DJI na América Latina, Manuel Martinez.

Ele adiciona que os altos impostos no Brasil e demais países sul-americanos desencoraja cidadãos comuns em adquirir drones para entretenimento. Dessa forma, o foco da companhia são produtos desenvolvidos para empresas e governos que auxiliem em serviços como expedição, agricultura, segurança, dentre outros.

No Brasil, a DJI formou uma parceria estratégica com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro onde tem oferecido treinamento para o uso de drones para situações como busca e resgate e também para detecção e combate de focos de mosquitos da dengue.

O uso de drones no país também já é realidade para alguns batalhões da PM, como o 15º BPM de Duque de Caxias no Rio de Janeiro, que conta com um drone para auxiliar nas operações de combate ao tráfico de drogas em locais de difícil acesso. As imagens aéreas capturadas pelo drone, inclusive à noite, orientam a polícia quanto ao posicionamento e movimentação, além de identificar esconderijos e tipo de armamentos utilizados pelos criminosos.

Outro setor que tem se beneficiado pelo uso de drones no país é a agricultura, que utiliza o equipamento para mapear e detectar problemas na lavoura. Para o setor, a DJI desenvolveu um equipamento capaz, inclusive, de auxiliar no processo de pulverização que se torna mais preciso e seguro.

Ainda carecendo de normas e regulamentação especificas no Brasil, o mercado de drones deve encontrar muitas barreiras para crescer no país. Grandes empresas como a DJI podem ser a chave para tornar mais comum e abrangente a presença de drones no Brasil. Aqui em Shenzhen é bastante comum ver pessoas utilizando drones diariamente, muitas vezes apenas pela diversão em filmar e tirar fotos aéreas, mas também para auxiliar nas mais diversas atividades comerciais. Sem dúvidas o mercado tem muito potencial e no Brasil não será diferente.

Veja também!

Chineses usam drone para acabar com o sedentarismo de tigres siberianos:

winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 11/04/2017 20h36
Maior feira de importao e exportao do mundo, Feira de Canto ter incio nesta semana
(Foto: Divulgação/Canton Fair)

O próximo sábado (15) marcará o início da 121ª edição da Feira de Cantão (ou Canton Fair), maior feira multissetorial de importação e exportação do mundo. Inaugurada em 1957, a feira acontece duas vezes ao ano na cidade de Guangzhou, no sul da China. Neste ano são esperados quase 200 mil compradores de todas as partes do mundo para visitar os 60 mil estandes espalhados por uma área útil de 1,1 milhão de metros quadrados do complexo da "Feira de Exportação e Importação da China".

O evento é uma iniciativa do Ministério do Comércio do Partido Comunista Chinês e do Governo Popular da Província de Guangdong, e é organizado pelo Centro Chinês de Comércio Internacional. Após quase 60 anos de desenvolvimento, a Feira de Cantão é hoje uma das mais importantes ferramentas para a promoção e expansão do comércio internacional chinês em todo o mundo. Até a 120ª edição do evento, o volume de exportação acumulado atingiu US$ 1,2 trilhão e o número de compradores internacionais que visitaram a feira já soma 7,8 milhões.

A Feira de Cantão é dividida em três fases, cada uma com cinco dias de duração e segmentos de negócios diferenciados. 


(Foto: Divulgação/Canton Fair)

Veja abaixo cada uma das fases:

Fase 1 (de 15 a 19 de abril): automóveis, autopeças, bicicletas, computadores e produtos de informática, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, equipamentos de som e iluminação, ferramentas, ferragens e hardware, máquinas e equipamentos pesados, materiais de construção e acabamento, motocicletas, pequenos maquinários, produtos químicos e utensílios para banheiro.

Fase 2 (de 23 a 27 de abril): artigos de decoração para o lar, artigos de higiene pessoal, brinquedos, móveis, relógios, óculos, presentes e brindes, produtos em cerâmica e vidro, produtos em rattan e em aço, e produtos para festas.

Fase 3 (de 1 a 5 de maio): acessórios de moda, alimentos, artigos de cama, mesa e banho, bolsas e malas, carpetes e tapeçarias, matéria-prima têxtil, material de escritório, moda íntima, pele e plumagem, produtos esportivos, roupas e artigos em couros, utensílios médicos e para curativos, vestuários masculino, feminino e infantil, e sapatos.

Estou na China desde 2005 e, como empresário, já participei de diversas edições da Feira de Cantão. Posso dizer que é, sem dúvidas, uma excelente oportunidade para encontrar novos produtos e fazer conexões importantes de negócios. 

(Foto: Divulgação/Canton Fair)

Segue algumas dicas para quem tem interesse em visitar o evento:

- É impossível visitar todos os complexos em um único dia, seja apenas olhando e andando pelos corredores.

- Nunca vista roupas pesadas e use sapatos ou tênis confortáveis.

- Tenha um objetivo senão você vai enlouquecer com tanta novidade.

- Não deixe de assistir aos shows no corredor central pois são realmente muito interessantes.

- Não deixe de tirar uma foto com o segurança ao lado das portas de entrada. Se você conseguir fazer ele sorrir, poderá ganhar um dinheiro como recompensa.

- Não espere pegar um táxi depois das 15h sem ao menos esperar uma hora.
winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 04/04/2017 18h51
Empresa chinesa Gezhouba planeja adquirir o Sistema So Loureno
(Foto: Reprodução/Youtube)

Depois da Chinesa State Grid adquirir 54,64% de participação acionária da paulista CPFL Energia em janeiro deste ano, agora a também chinesa Gezhouba (China Gezhouba Group Co Ltd, ou CGGC) planeja comprar 100% do Sistema Produtor São Lourenço (SPSL), sistema de captação, armazenamento e tratamento de água também no estado de São Paulo. O valor a ser pago pelo conglomerado chinês deverá atingir US$ 200 milhões.

O Sistema São Lourenço é o principal projeto da Sabesp para aumentar a oferta de água na Grande São Paulo e diminuir a dependência do Sistema Cantareira. O projeto foi iniciado em 2014 e deverá estar em funcionamento no ano que vem. O Sistema deverá atender 1,5 milhão de paulistas.

A CGGC planeja desde o ano passado comprar ativos de infraestrutura no Brasil através de concessões, parcerias e projetos de construção. De acordo com o gerente geral da CGGC no Brasil, Lucas Fan, o foco da empresa chinesa não é apenas energia renovável, eles também estão considerando expandir para outras áreas incluindo saneamento, logísticas, dentre outras.

A presença, cada vez maior, de empresas chinesas no mercado Brasileiro só tende a crescer. Fato que podemos creditar à crise econômica no país, que desvaloriza empresas locais, e também ao grande interessa de gigantes chinesas em expandir e investir em outros países.

Acredito que a relação econômica entre Brasil e China, já de suma importância para ambos os países, só tende a crescer. A presença dos chineses e sua influência em nosso cotidiano será cada vez maior. Cabe a nós, brasileiros, nos prepararmos para a demanda que virá e nos adaptarmos às mudanças.
winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 28/03/2017 18h51
Epidemia de gripe aviria assusta a China
(Foto: Divulgação)

Enquanto no Brasil as pessoas estão preocupadas com relação a carne comercializada no país após o escândalo da "Carne Fraca", problema citado na nossa coluna no dia 22 de março, aqui na China existe um diferente problema de saúde pública que afeta os derivados de aves e que tem causado muita preocupação entre a população e órgãos públicos: a Gripe Aviária, mais precisamente a Influenza A H7N9.

Esse tipo de vírus da gripe que circula entre a população de aves teve seu primeiro caso de infecção humana registrada na China em 2013 de maneira incomum, porém com elevado grau de letalidade ultrapassando 30% dos casos.

Chegamos em 2017 e a atual epidemia do vírus, que teve início em outubro passado, tem registrado números alarmantes de casos e gerado uma preocupação crescente quanto a possibilidade do vírus se alastrar ainda mais. Desde o começo do ano, 16 províncias chinesas registraram casos da doença e o número de mortes no país, em janeiro desse ano, foi o maior já registrado no mesmo mês, chegando a 79 vítimas, triplo do número registrado em dezembro.

Em 22 de fevereiro, em reunião executiva do Conselho de Estado, o primeiro-ministro chinês Li Keqiang requisitou medidas mais efetivas dos governos provinciais para monitorar e prevenir o contágio do vírus.

Na reunião foi decidido que mercados de aves vivas no país com casos de animais infectados devem ser fechados imediatamente tendo em vista que a principal forma de contagio humano é a exposição direta as aves infectadas. Também deverão ser implementados controles mais rigorosos de vigilância nas criações e transporte de aves.

Apesar da grande preocupação, Shu Yuelong, diretor do Centro Nacional para Influenza, diz não haver evidência que o vírus seja facilmente transmitido entre humanos. Dessa forma é pouco provável que haja uma epidemia de maior escala.

Em um país como a China, cuja população ultrapassa 1,3 bilhão de pessoas, qualquer possibilidade de uma epidemia, ainda mais de um vírus tão letal, é sempre uma questão bastante delicada. Moro em Shenzhen desde 2009 e vejo diariamente os chineses ao meu redor sempre muito preocupados, utilizando máscaras para evitar que simples resfriados sejam transmitidos para seus colegas.

Resta torcer para que o governo chinês continue adotando medidas de controle e prevenção efetivas e que o vírus não se torne ainda mais agressivo e contagioso.

Veja também! China, Egito e Chile voltam a importar carne brasileira:

winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 22/03/2017 04h00
"Carne Fraca" teve impacto negativo na China, mas boa relao entre pases deve atenuar situao
Hua Chunying, porta-voz do Ministério de Relações Internacionais da China (Foto: Divulgação)

O que mais se temia está acontecendo. Países de todo o mundo começaram a suspender a importação de carne do Brasil após a divulgação Operação Carne Fraca

A China, que no último ano foi responsável por quase um terço dos US$ 17,9 bilhões em exportações do segmento, decidiu suspender todas as importações de carne do Brasil como medida preventiva.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) pela porta-voz do Ministério de Relações Internacionais, Hua Chunying. Ela expressou a preocupação chinesa em relação a qualidade da carne brasileira, cobrou do governo brasileiro uma minuciosa investigação sobre o caso, pediu que os resultados sejam informados o quanto antes e que o Brasil adote medidas mais rígidas para garantir a segurança dos alimentos exportados para a China.

A porta-voz disse esperar que Brasil e China mantenham forte colaboração e coordenação para resolver o problema de maneira adequada de forma a manter saudável e estável o comércio entre os dois países.

Vale lembrar que, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações brasileiras para a China alcançaram US$ 37,4 bilhões em 2016. Os Estados Unidos foram o segundo principal destino com US$ 23,2 bilhões.

Por ser o maior exportador mundial de carne bovina e de frango, é natural a grande repercussão internacional sobre o caso. E na China não é diferente. Caberá ao governo brasileiro demonstrar que a situação está sob controle e convencer seus compradores que não há riscos quanto à carne comercializada.

Fica a expectativa e esperança de que o caso não prejudique a imagem do Brasil no exterior, não apenas em relação ao comercio de carnes, mas também nas demais indústrias que possam ser afetadas com o rótulo de corrupção e perda de credibilidade.

Veja também! Brasileira dona de churrascaria em Paris mostra preocupação com "Carne Fraca":

winpoint.limited@gmail.com
 
 
postado em 15/03/2017 05h00
China decreta "tolerncia zero" contra a corrupo
Cao Jianming é o procurador geral da Suprema Procuradoria Popular da China (Foto: Divulgação)

A preocupação quanto a corrupção é algo que a China tem levado muito a sério nos últimos anos. A postura de "tolerância zero" foi reforçada durante o discurso do procurador geral da Suprema Procuradoria Popular da China (SPP), Cao Jianming, no último domingo (12) em sessão anual do Congresso Popular Nacional na capital Pequim.

As ações de combate à corrupção atingem elevados oficiais do Governo e do Partido Comunista (CPC). De acordo com o procurador geral, somente no último ano, 48 ex-oficiais do alto escalão foram a julgamento e outros 21 foram colocados sob investigação por corrupção.

Dentre os 48 sentenciados, inclui-se o ex-vice-presidente do CPPCC (Comitê Público Nacional Consultivo Político), Ling Jihua, sentenciado à prisão perpétua por suborno, obtenção ilegal de segredos de estado e abuso de poder; e também Su Rong, ex-oficial de nível de estado também sentenciado à prisão perpétua por corrupção.

O Procurador Geral do SPP reportou que, nesse ano, a procuradoria irá focar em estabelecer mecanismos de coesão com a comissão supervisora e irá continuar tendo papel ativo no combate à corrupção. O foco da procuradoria será maior nas investigações de oficiais corruptos que abusam de seus cargos ao aceitar propinas, são eleitos através de subornos ou fazem trocas por posições nas suas funções de trabalho. Severas punições serão dadas àqueles que incitarem prevaricação e negligenciarem suas funções ou àqueles que aceitarem altos subornos. Cao Jianming também disse que serão adotadas medidas de prevenção à corrupção em áreas onde há programas de combate à pobreza.

O SPP reportou que, em 2016, foram investigados 47,650 oficiais de todos os níveis por ofensas às suas funções sendo 10,472 acusados por aceitar subornos, um aumento de 21,5% em relação à 2015.

Apesar de ser um povo nacionalista, acostumado a ser administrado por apenas um partido, fica claro que os chineses já não mais fecham os olhos para os problemas de corrupção outrora enraizados na política do país. O atual governo tem sido duro e transparente com os casos de corrupção e crimes políticos por aqui.

Vejo que, assim como no Brasil, os casos de corrupção têm gerado bastante repercussão, mesmo os chineses não sendo um povo que se mobiliza e vai às ruas. Contudo acredito que fica o exemplo chinês de rigidez e seriedade quanto ao combate e punição aos corruptos.

Imagina se a rigidez contra a corrupção fosse igual na China...
winpoint.limited@gmail.com
 
 
1  2  3  4  5