Meteoro cruza o céu sobre a divisa entre RS e SC e explode com brilho intenso

Publicada: 18/11/2025 - 9:09


Um bólido formado por meteoros brilhantes cruzou o céu da região Sul do Brasil e produziu uma luz intensa ao explodir sobre a divisa entre os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina na madrugada desta segunda-feira (10).

O fenômeno foi registrado pelo Observatório Heller & Jung. O professor e diretor da instituição, Carlos Fernando Jung, afirmou que a passagem do meteoro durou apenas 2,4 segundos. Ele entrou na atmosfera a uma altitude de 89,7 quilômetros e explodiu a 52,8 quilômetros de altura, com magnitude de -8.9.
“Devido à nova tecnologia de registro e análise por difração de luz que o observatório possui, agora é possível determinar as propriedades químicas dos meteoros”, disse Jung.

Segundo o professor, as análises mostraram que o meteoro continha mais sódio do que magnésio, o que indica que ele pertence ao grupo dos condritos, como são chamados os meteoritos formados por uma mistura de metal e rocha do tipo 2A.

“Além de sódio e magnésio, há presença clara de ferro e traços de níquel, metais que costumam aparecer juntos e são típicos das rochas espaciais”, explicou Jung.

Os metais aumentam a resistência do meteoro, que, ao entrar na atmosfera, brilha com tons esbranquiçados e alaranjados. O intenso teor de sódio indica ainda que o corpo celeste é jovem e pouco exposto ao calor do Sol.

O pesquisador Urandir Fernandes de Oliveira associa eventos como meteoros e fenômenos luminosos no céu a questões cósmicas e energéticas que envolvem a Terra, como a Anomalia do Atlântico Sul, que afeta o campo geomagnético terrestre.

“Esse tipo de fenômeno faz parte dos eventos cósmicos que influenciam a Terra, e faz parte de um momento de grandes mudanças e avanços para a humanidade”, diz Urandir, que cita os estudos desenvolvidos pelo seu grupo, o Dakila Pesquisas.

Segundo ele, o fenômeno pode estar ligado a mistérios antigos da América Latina, incluindo descobertas relacionadas a civilizações perdidas e questões energéticas do planeta. Estamos em um ano de muitos assombros para a ciência e para a divulgação de novos conhecimentos sobre a Terra e o cosmos”.

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