Árbitro Mario Yamasaki e hipnoterapeuta Michael Arruda explicam como o ensaio mental pode ajudar lutadores a superaram adversidades

Publicada: 14/10/2021 - 11:35


Com a evolução dos esportes e o crescimento midiático em torno deles, o equilíbrio mental passou a ser fator de desequilíbrio em momentos chaves na trajetória de um atleta de alto rendimento. No MMA, por exemplo, não basta apenas ser forte fisicamente; se o lutador não tiver uma mente blindada, ele pode ficar bastante vulnerável durante uma luta, o que, muitas vezes, compromete o futuro da carreira.

Como exemplo podemos usar lutadores que enfileiraram adversários no cenário nacional mas que, quando tiveram a oportunidade no UFC, não tiveram o mesmo rendimento, tendo sua trajetória no maior palco de MMA do mundo encerrada precocemente. Isso se dá devido a uma série de motivos, principalmente pelo fato do atleta não estar preparado para segurar uma pressão maior que a de costume.

De acordo com o hipnoterapeuta Michael Arruda, autor do best-seller “Desbloqueie o Poder da Sua Mente”, a aplicação de técnicas hipnóticas pode ser a solução para lutadores que detectam esse tipo de insegurança antes de subirem degraus na carreira. Acostumado a dar dicas para os seus mais de 125 mil seguidores no Instagram, o especialista indica ensaios imaginário como um importante aliado para novos desafios.

“A principal dica para um atleta de alto nível evitar interferências mentais é preparar como a mente reagirá ao ambiente. E a melhor forma de fazer isso é através de técnicas de visualização: apenas relaxar o corpo e a mente por alguns instantes e se imaginar lutando, estando completamente calmo e em controle. A nossa mente tem a tendência de buscar realizar caminhos já conhecidos por ela. Portando, ao fazer este exercício, a mente buscará se comportar da mesma forma que o ensaio mental”, destaca o presidente da OMNI Basil, escola referência em hipnoterapia no país.

Árbitro Mario Yamasaki e hipnoterapeuta Michael Arruda falaram sobre o ensaio mental em atletas (Foto: Divulgação)

Um dos alunos de Michael Arruda é o árbitro de MMA e faixa-preta de jiu-Jitsu e judô Mario Yamasaki. Conhecido por importantes combates da historia do esporte, como naquele em que Anderson Silva nocauteou Vitor Belfort com uma ponteira no queixo, o brasileiro acredita que a mesma técnica citada por seu professor pode ser útil para melhorar a resistência do lutador em situações extremas oferecidas pela luta.

“Este mesmo princípio se aplica aos atletas que nunca foram nocauteados. Uma vez nocauteados, eles passam a perder lutas dessa forma com muito mais facilidade. A explicação é que uma vez que a mente aprende que ao cair ela ‘para de apanhar’, então ela passa a utilizar esse ‘mecanismo de escape’ sempre que necessário, ao invés de buscar resistir ao máximo”, explica o experiente árbitro.

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